Resumo do conteúdo
RFID (cartão e tag) é a tecnologia de identificação por aproximação: o leitor emite um campo, o cartão ou a tag responde com seu número, e a central decide se libera a passagem. O cartão não precisa de bateria nem de contato e pode ser cancelado individualmente ao ser perdido. Os cartões mais simples enviam o número sem criptografia, e os cartões de 13,56 MHz podem usar criptografia, mais segura.
Principais pontos
- O RFID funciona por aproximação: o leitor reconhece o número do cartão ou da tag, sem contato e sem bateria no cartão.
- A central compara o número com a lista de usuários e libera ou nega a passagem.
- Cartão perdido se cancela no cadastro, sem trocar fechadura nem cilindro.
- Cartões de 125 kHz enviam o número sem criptografia e são mais fáceis de copiar; os de 13,56 MHz podem ter criptografia.
- Na instalação, defina a abertura de emergência e o que acontece se faltar energia.
O RFID está por trás do cartão de aproximação do prédio, da tag do portão e do chaveiro da academia. Basta encostar o cartão no leitor, e a porta ou a catraca abre se a pessoa estiver cadastrada.
A seguir, como a tecnologia funciona, a diferença entre os tipos de cartão e de frequência, o que a torna mais ou menos segura e o que conferir antes de contratar um controle de acesso.

Índice
O que significa RFID na prática?
RFID vem de Radio Frequency Identification, identificação por radiofrequência. O leitor emite um campo de rádio de curto alcance, o cartão ou a tag responde com seu número de identificação, e a central de controle de acesso decide se libera.
O cartão comum é passivo: não tem bateria e usa a energia do próprio campo do leitor para responder. Por isso dura anos, cabe na carteira e não exige troca de pilha. Veja também o termo controle de acesso.
Cartão, chaveiro ou tag: qual a diferença?
O princípio é o mesmo nos três: muda o formato. O que importa para o dia a dia é quem vai usar e onde, e a compatibilidade com o leitor instalado.
| Formato | Onde costuma aparecer | Vantagem | Cuidado |
|---|---|---|---|
| Cartão | Portarias, escritórios, academias | Fino, cabe na carteira | Perde-se e esquece-se com facilidade |
| Chaveiro | Condomínios, garagens | Fica junto das chaves | Pode ser copiado se o chip for do tipo simples |
| Tag adesiva | Celular, capacete, objetos | Discreta, cola em qualquer lugar | Depende de superfície que não bloqueie o sinal, como metal |
| Tag de veículo | Portões e estacionamentos | Abre sem descer do carro | Usa leitor próprio, de maior alcance, e não é compatível com qualquer cartão |
Antes de comprar mais cartões, confirme que o modelo é compatível com o leitor, porque nem todo cartão funciona em todo leitor.
125 kHz ou 13,56 MHz: o que muda na segurança?
Muda bastante. Os cartões de 125 kHz, mais antigos e baratos, enviam o número sem criptografia e podem ser copiados com equipamentos vendidos no mercado. Os cartões de 13,56 MHz permitem comunicação com o leitor protegida por criptografia, mais segura.
Isso não quer dizer que todo cartão de 13,56 MHz seja seguro: depende do modelo de chip e da configuração do sistema. Em locais onde a cópia de cartão é risco real, pergunte ao instalador qual tecnologia o leitor usa e se o sistema aceita cartões criptografados. Para reforçar, há ainda a biometria, que identifica pela digital ou pelo rosto.
O que fazer quando o cartão se perde?
Cancele o cartão no cadastro da central. O número perdido deixa de abrir a porta, e os demais continuam funcionando.
Essa é a grande vantagem sobre a chave comum, que exige trocar o cilindro e distribuir cópias novas. Em muitos sistemas, a central também registra quem passou e quando, o que ajuda a conferir acessos. Esse recurso de registro varia por equipamento, então confirme antes de contar com ele. Para fechaduras que usam tag, veja o artigo fechadura digital é segura?.
O que conferir antes de contratar um controle de acesso com RFID
Confira quem administra o cadastro, o que abre a porta na falta de energia e como se sai em emergência. Esses três pontos pesam mais do que a marca do cartão.
- Defina quantas pessoas e quantos cartões o sistema precisa, com folga para novos usuários.
- Pergunte a frequência do cartão (125 kHz ou 13,56 MHz) e se há criptografia.
- Combine quem cadastra e cancela cartões, e onde fica a lista de usuários.
- Escolha a fechadura certa para a porta: eletroímã e fecho elétrico se comportam de forma diferente quando falta energia.
- Confirme a saída de emergência e a bateria ou o nobreak do sistema.
Quando chamar um profissional
Chame um profissional para instalar leitor, central, fonte e fechadura, porque a alimentação elétrica e a rota de saída de emergência precisam ficar corretas. Porta de saída que não abre sem energia é risco para quem está dentro.
A LB executa o projeto de controle de acesso. Para integrar o acesso ao resto da segurança, veja o artigo como integrar câmeras com Alexa, alarme, cerca e fechadura.
Perguntas frequentes sobre o RFID
RFID precisa de bateria no cartão?
Não. O cartão comum é passivo e usa a energia do campo do leitor para responder. A bateria fica no leitor e na central, e vale ter nobreak para o caso de falta de energia.
Dá para copiar um cartão RFID?
Depende do tipo. Os cartões simples de 125 kHz enviam o número sem criptografia e podem ser copiados com equipamento comum, enquanto os de 13,56 MHz permitem criptografia, que dificulta a cópia.
Qual a diferença entre RFID e biometria?
O RFID identifica o que a pessoa carrega, o cartão ou a tag. A biometria identifica quem a pessoa é, pela digital ou pelo rosto. Dá para usar as duas juntas em locais que pedem mais segurança.
Eletricista profissional certificado pelo SENAI, com mais de 20 anos de experiência e especializado em elétrica voltada à automação residencial. Conheça a LB e os fundadores.