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Grupo A e Grupo B são as duas classes de consumidores definidas pela ANEEL, separadas pela tensão de conexão: o Grupo B recebe energia em menos de 2,3 kV (casas, lojas e a maioria dos pequenos comércios) e o Grupo A, a partir de 2,3 kV (indústrias e grandes consumidores). A classe define como a conta é calculada: só pelo consumo em kWh no Grupo B, e por consumo mais demanda em kW no Grupo A. Em energia solar, ela muda a forma de dimensionar o sistema e de calcular a economia.
Principais pontos
- O Grupo B é de baixa tensão (menos de 2,3 kV) e tem os subgrupos B1 residencial, B2 rural, B3 demais classes e B4 iluminação pública.
- O Grupo A começa em 2,3 kV e inclui clientes atendidos por rede subterrânea; tem os subgrupos A1, A2, A3, A3a, A4 e AS.
- No Grupo B a tarifa é monômia (só kWh); no Grupo A é binômia: demanda contratada em kW mais consumo em kWh.
- No solar do Grupo A, a geração não reduz a demanda contratada, e o horário de consumo pesa no projeto.
- A classe aparece na fatura (por exemplo B1, B3 ou A4): confirme a sua antes de pedir proposta de energia solar.
Quando a distribuidora fala em Grupo A e Grupo B, ela está classificando o seu imóvel pela tensão com que ele é ligado à rede. A palavra "grupo" parece detalhe de fatura, mas decide como a conta é cobrada e como uma proposta de energia solar deve ser calculada.
A seguir você vê o que define cada grupo, como a cobrança muda, o que isso significa para quem quer gerar a própria energia e como descobrir a classe da sua unidade.

Índice
O que significa Grupo A e Grupo B na prática?
É a divisão dos consumidores pela tensão em que o imóvel é ligado à rede: abaixo de 2,3 kV é Grupo B, e de 2,3 kV para cima é Grupo A. Quem define a classe é a distribuidora, seguindo as regras da ANEEL.
Na prática, casas, apartamentos, lojas, escritórios e sítios costumam ser Grupo B: recebem energia pelo transformador do poste, na tensão baixa das tomadas. Já a fábrica, o galpão grande ou a empresa com cabine e transformador próprios costuma receber em média tensão e entrar no Grupo A. O Grupo A também inclui alguns clientes atendidos por rede subterrânea mesmo abaixo de 2,3 kV.
O Grupo B se divide em B1 (residencial), B2 (rural), B3 (demais classes, como comércio e pequena indústria em baixa tensão) e B4 (iluminação pública). O Grupo A se divide em A1, A2, A3, A3a, A4 e AS, conforme a tensão.
Como a conta de luz muda entre os dois grupos?
No Grupo B você paga só pela energia consumida em kWh; no Grupo A paga também pela demanda contratada em kW. Essa diferença muda o que uma economia de energia consegue reduzir.
| Ponto de comparação | Grupo B | Grupo A |
|---|---|---|
| Tensão de conexão | Menor que 2,3 kV | A partir de 2,3 kV (ou rede subterrânea) |
| Quem costuma ser | Casas, lojas, escritórios, sítios | Indústrias, galpões e grandes comércios |
| Tarifa | Monômia: só o consumo em kWh | Binômia: demanda em kW mais consumo em kWh |
| Modalidade | Convencional | Convencional, verde ou azul (com horários de ponta e fora de ponta) |
| O que sempre aparece na conta | Custo de disponibilidade (30, 50 ou 100 kWh, conforme a ligação) | Demanda contratada, mesmo quando o consumo cai |
| Compensação de créditos solares | Direta, em kWh | Considera demanda e horário |
Os valores em reais de cada item vêm da tarifa da sua distribuidora; o que muda de um grupo para o outro é a estrutura da cobrança.
O que muda na energia solar entre o Grupo B e o Grupo A?
No Grupo B o cálculo é direto: o sistema reduz os kWh cobrados e o excedente vira crédito. No Grupo A, o sistema reduz o consumo, mas a demanda contratada continua na conta, e o horário em que se gera e se consome pesa no resultado.
Segundo o Canal Solar, em matéria sobre dimensionamento para o Grupo A, a geração não reduz a demanda contratada, a potência do sistema em corrente alternada fica limitada à demanda já contratada e aumentar a demanda exige pedido à distribuidora antes da instalação. Esses pontos entram no estudo de energia solar para empresas, junto com o perfil de consumo por horário.
O que ninguém te conta é que o tamanho da empresa não decide o grupo: um comércio grande pode estar no Grupo B, e uma indústria pequena com subestação própria pode estar no Grupo A. Há ainda consumidores de média tensão faturados como Grupo B (os chamados B optantes), que pedem análise caso a caso. Veja também o artigo energia solar para empresas.
Como descobrir em qual grupo você está?
Olhe a fatura: ela costuma trazer a classificação da unidade (algo como B1, B3 ou A4) e, no Grupo A, uma linha de demanda contratada em kW. Se a fatura só mostra consumo em kWh, o caso é Grupo B.
- Separe as faturas dos últimos 12 meses, e não só a do mês.
- Procure a classificação da unidade (letra e número) e a modalidade tarifária.
- Veja se existe demanda contratada em kW: se existe, é Grupo A.
- Confira como o imóvel recebe energia: transformador do poste (em geral Grupo B) ou cabine própria com entrada em média tensão (em geral Grupo A).
- Em dúvida, pergunte à distribuidora a classe e a modalidade da sua unidade e peça por escrito.
Quais erros evitar ao pedir uma proposta solar?
O erro mais comum é pedir proposta sem informar o grupo, o que leva a um cálculo de Grupo B para um cliente de Grupo A. Para a indústria, o projeto de energia solar do galpão precisa partir da demanda e da curva de consumo.
Outro erro é achar que a economia do Grupo A funciona como a de casa: parte da conta é demanda e não some com o sol. Entrada de média tensão, cabine e subestação são trabalho de profissional habilitado nas normas de segurança, como a NR-10; nunca mexa nesses equipamentos por conta própria.
Perguntas frequentes sobre Grupo A e Grupo B
Minha casa é Grupo A ou Grupo B?
Quase sempre Grupo B, no subgrupo B1 (residencial), porque casas são ligadas em baixa tensão pelo transformador do poste. A fatura mostra a classificação da sua unidade.
Dá para instalar energia solar no Grupo A?
Dá, com projeto que considere a demanda contratada, as tarifas por horário e as regras de compensação do Grupo A. O estudo de viabilidade mostra se e como compensa.
Posso mudar do Grupo A para o Grupo B?
Em geral, o grupo acompanha a tensão em que o imóvel é atendido, então mudar de grupo costuma envolver mudar a forma de atendimento. A decisão é da distribuidora, por isso peça a análise a ela.
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