Resumo do conteúdo
Geração distribuída é a produção de energia perto de onde ela é consumida, como os painéis solares no telhado de casas e empresas, conectada à rede da distribuidora. A Lei 14.300 classifica os sistemas em microgeração, até 75 kW, e minigeração, de 75 kW até 5 MW. A energia que sobra vira crédito, e o sistema de compensação abate o consumo.
Principais pontos
- A geração distribuída produz energia perto de quem consome e se conecta à rede da distribuidora.
- Microgeração vai até 75 kW e minigeração de 75 kW até 5 MW, ou 3 MW para fontes não despacháveis.
- A lei aceita fontes renováveis e cogeração qualificada, e a solar é a mais comum em telhados.
- O excedente vira crédito, e a distribuidora aprova a conexão, vistoria e troca o medidor.
- Geração distribuída não é independência da rede: o sistema desliga na queda de energia e a conta tem mínimo.
A geração distribuída mudou o papel de quem paga a conta de luz: casas, comércios e empresas passaram a gerar a própria energia e a trocar o excedente com a rede. É o conceito por trás dos painéis no telhado e do sistema de créditos.
Veja o que a lei define, como são classificados os sistemas, as modalidades de participação, o passo a passo da conexão e o que a geração distribuída não faz.

Índice
O que significa geração distribuída na prática?
Na prática, é gerar energia perto de onde ela será usada, como painéis no telhado de uma casa ou de uma empresa, e ligar o sistema à rede da distribuidora. A energia que sobra vai para a rede, e a que falta vem dela.
É o oposto do modelo centralizado, em que grandes usinas, como hidrelétricas, geram longe e a energia viaja por linhas até as cidades. Aqui, quem consome também gera. A Lei 14.300 é o marco legal desse modelo e trata dele com os nomes de microgeração e minigeração distribuída.
Qual a diferença entre microgeração e minigeração distribuída?
A diferença é o tamanho do sistema, medido em potência instalada em corrente alternada. A microgeração vai até 75 kW, e a minigeração vai de 75 kW até 5 MW, ou até 3 MW para fontes que não podem ser despachadas sob demanda.
| Categoria | Potência instalada (corrente alternada) | Onde costuma aparecer |
|---|---|---|
| Microgeração distribuída | Até 75 kW | Casas, apartamentos e pequenos comércios |
| Minigeração distribuída | Acima de 75 kW, até 5 MW (3 MW para fontes não despacháveis, como a solar sem baterias) | Comércios maiores, galpões, indústrias e usinas de grupos de consumidores |
Esses limites estão na Lei 14.300, e a ANEEL também os apresenta em sua página sobre geração distribuída. A lei também proíbe dividir uma usina em partes menores para caber em um limite.
Geração distribuída é só energia solar?
Não. A lei aceita fontes renováveis e a cogeração qualificada, mas em telhados de casas e comércios a fonte mais comum costuma ser a energia solar fotovoltaica. Por isso os dois termos aparecem juntos.
A ANEEL lista quatro formas de participar: o autoconsumo local, o autoconsumo remoto, os empreendimentos com múltiplas unidades consumidoras e a geração compartilhada. Em todas, o excedente vira crédito para abater o consumo.
Do projeto à compensação: o passo a passo
O caminho começa no seu consumo e termina na fatura com compensação, e a distribuidora participa de várias etapas. Pular uma delas atrasa ou impede a conexão.
- Estudo do consumo: a fatura de 12 meses define o tamanho do sistema, como mostra o artigo quantas placas solares preciso.
- Projeto e pedido de acesso: um profissional habilitado faz o projeto, e o pedido é protocolado na distribuidora.
- Instalação: painéis, inversor, proteções e estrutura são instalados, sem ligar à rede.
- Vistoria e medidor: a distribuidora confere a instalação e troca o medidor, passo a passo no guia da homologação na Coelba.
- Compensação: a energia injetada vira crédito, que abate o consumo nos meses seguintes.
O que a geração distribuída não faz
Ela não dá independência da rede e não zera a conta. O sistema on-grid desliga quando a rede cai, por regra de segurança, e a fatura mantém o mínimo da ligação e, em sistemas novos, a cobrança gradual pelo uso da rede.
Entenda o sistema on-grid, o custo de disponibilidade e o Fio B antes de comparar propostas. Para começar pela casa, veja o serviço de energia solar e o guia como funciona energia solar em casa. A LB executa a instalação elétrica, e projeto e responsabilidade técnica ficam com profissional habilitado parceiro.
Perguntas frequentes sobre a geração distribuída
Geração distribuída e energia solar são a mesma coisa?
Não. Geração distribuída é o conceito de gerar perto do consumo e ligar à rede. A solar fotovoltaica é a fonte mais usada nele, mas a lei aceita outras fontes renováveis e a cogeração qualificada.
Qual o limite de potência da microgeração distribuída?
Até 75 kW de potência instalada, medida em corrente alternada, conforme a Lei 14.300.
Preciso de aprovação da distribuidora para ligar o sistema?
Sim. A distribuidora analisa o pedido de acesso, vistoria a instalação e troca o medidor, e só depois a energia injetada passa a gerar crédito. Ligar antes é irregularidade.
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