Resumo do conteúdo
Custo de disponibilidade é o valor mínimo que a distribuidora cobra de quem está ligado à rede em baixa tensão, equivalente a 30 kWh na ligação monofásica, 50 kWh na bifásica e 100 kWh na trifásica. Ele continua mesmo quando o sistema solar gera mais do que a casa consome, por isso a conta não chega a zero. A distribuidora não soma esse mínimo ao Fio B: ela compara os valores e cobra o maior.
Principais pontos
- O custo de disponibilidade é o mínimo do Grupo B: 30 kWh no monofásico, 50 no bifásico e 100 no trifásico.
- O mínimo é cobrado em reais: multiplique os kWh pela tarifa da sua distribuidora.
- Quem tem energia solar ainda paga, porque os créditos só compensam até o valor mínimo da fatura.
- A distribuidora não soma o mínimo com o Fio B: compara os valores em reais e cobra o maior.
- Em 2026 a ANEEL discute trocar o mínimo em kWh por um valor fixo, mas é só proposta e a regra atual vale.
O custo de disponibilidade é a parte da conta de luz que não some, nem com energia solar. É o mínimo que a distribuidora cobra para manter a sua ligação à disposição, e explica por que ninguém recebe fatura zerada em baixa tensão.
Veja quanto vale em cada tipo de ligação, como estimar o valor, por que ele não se soma ao Fio B e o que a ANEEL está discutindo para mudar essa cobrança.

Índice
O que significa custo de disponibilidade na prática?
Na prática, é o valor mínimo que a distribuidora cobra de quem está ligado à rede em baixa tensão, mesmo que o consumo seja baixo ou que o sistema solar gere mais do que a casa usa. Ele paga o fato de a ligação estar disponível.
A regra vale para o Grupo B, que reúne casas e pequenos comércios, e o mínimo é expresso em kWh, mas cobrado em reais. No Grupo A, de média e alta tensão, a lógica de cobrança é outra, com demanda contratada.
Quanto é o custo de disponibilidade em cada tipo de ligação?
O mínimo é de 30 kWh na ligação monofásica, 50 kWh na bifásica e 100 kWh na trifásica. Para saber o valor em reais, multiplique esse número pela tarifa da sua distribuidora.
| Tipo de ligação | Mínimo cobrado | Exemplo com tarifa de R$ 1,00 por kWh |
|---|---|---|
| Monofásico | 30 kWh | R$ 30,00 |
| Bifásico | 50 kWh | R$ 50,00 |
| Trifásico | 100 kWh | R$ 100,00 |
A tarifa de R$ 1,00 é só um exemplo para facilitar a conta: o valor real depende da sua distribuidora e dos tributos da fatura. Veja também como escolher a ligação em monofásico, bifásico ou trifásico.
Por que quem tem energia solar ainda paga, e por que não soma com o Fio B?
Porque a lei manda compensar os créditos só até o ponto em que a fatura chega ao valor mínimo, e o custo de disponibilidade é esse piso. Por isso a conta de quem gera mais do que consome não chega a zero.
O mínimo também não se soma ao Fio B. Segundo uma reportagem do Canal Solar sobre a regra da ANEEL, a distribuidora compara os valores em reais: se o consumo da rede mais o Fio B der menos que o mínimo, cobra só o mínimo; se der mais, cobra a soma e não cobra o mínimo. A Lei 14.300 prevê ainda redução de pelo menos 50% do mínimo para quem está no CadÚnico, conforme a regulação da ANEEL.
Como calcular o mínimo da sua conta
Dá para estimar em quatro passos, só com a fatura na mão. O resultado é uma ordem de grandeza, e a distribuidora confirma o valor exato.
- Descubra o tipo da sua ligação na fatura: monofásico, bifásico ou trifásico.
- Anote o mínimo em kWh: 30, 50 ou 100.
- Multiplique pela tarifa por kWh da fatura, que traz o valor da sua distribuidora.
- Compare com o consumo que sobra da rede mais o Fio B: o maior dos dois é o que a conta tende a cobrar.
Esse é o motivo de uma proposta séria nunca prometer conta zero, como explica o guia energia solar vale a pena na Bahia. Sistema grande demais também não reduz o mínimo: gerar além do necessário só acumula créditos que talvez você não use.
O custo de disponibilidade está mudando?
Está em discussão, mas a regra atual continua valendo. A ANEEL abriu uma consulta pública em 2026 para trocar o mínimo em kWh por um valor fixo em reais, com contribuições entre 8 de junho e 8 de setembro de 2026.
É uma proposta e, de acordo com a cobertura do Canal Solar, a própria ANEEL diz que ela não altera o marco legal da micro e minigeração. Até haver decisão publicada, valem os 30, 50 e 100 kWh, e o guia da Lei 14.300 acompanha as mudanças que afetam o retorno.
Erros comuns e quando chamar um profissional
O erro mais comum é prometer ou esperar conta zero. O segundo é trocar a ligação para trifásico sem necessidade, porque o mínimo sobe de 30 para 100 kWh.
Mudar o padrão de entrada, trocar o disjuntor geral ou ampliar a carga é trabalho para eletricista, com a aprovação da distribuidora. A LB faz a parte elétrica e orça por escrito depois do diagnóstico, e a energia solar residencial começa pelo estudo da sua fatura.
Perguntas frequentes sobre o custo de disponibilidade
A conta de luz zera com energia solar?
Não. Mesmo gerando mais do que consome, a ligação em baixa tensão paga o custo de disponibilidade, o equivalente a 30, 50 ou 100 kWh, conforme o tipo de ligação.
O custo de disponibilidade é a mesma coisa que o Fio B?
Não. O mínimo garante a disponibilidade da ligação, e o Fio B é a parte da tarifa pelo uso da rede, cobrada sobre a energia compensada de sistemas novos. A distribuidora compara os dois e cobra o maior, sem somar.
Se eu trocar para trifásico, o mínimo aumenta?
Sim. O mínimo é de 100 kWh no trifásico, contra 30 kWh no monofásico, então vale pesar a mudança de padrão com o consumo e a necessidade real da casa.
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