Glossário · Energia solar

O que é medidor bidirecional?

O medidor que registra a energia consumida da rede e a injetada pelo sistema solar, base do cálculo dos créditos.

5 min de leitura Atualizado em 12/10/2026
Resumo do conteúdo

Medidor bidirecional é o medidor de energia que registra separadamente a energia que a casa consome da rede e a que o sistema solar injeta nela. É com essa medição que a distribuidora calcula os créditos da compensação. Na microgeração, o sistema de medição é de responsabilidade técnica e financeira da distribuidora, que faz a troca na vistoria.

Principais pontos
  • O medidor bidirecional registra dois fluxos: o consumo (rede para a casa) e a injeção (sistema para a rede).
  • A troca é feita pela distribuidora depois da vistoria, em até 5 dias úteis na baixa tensão, e só então o sistema entra em operação.
  • Na microgeração, a Lei 14.300 atribui à distribuidora a responsabilidade técnica e financeira pelo sistema de medição.
  • Só a medição da distribuidora vale para a fatura; o aplicativo do inversor serve para acompanhar a geração.
  • A caixa e o lacre do medidor são da distribuidora: ninguém além dela deve abrir ou mexer.

O medidor bidirecional é o aparelho que fica no muro ou no padrão de entrada e transforma a geração do seu telhado em crédito na conta. Sem ele, a distribuidora não tem como saber o que você injetou na rede.

Veja como ele difere de um medidor comum, quando é trocado, quem paga, como conferir se a medição aparece na fatura e o que nunca fazer com o equipamento.

Infográfico do verbete Medidor bidirecional: definição, termos relacionados e onde aparece, com Bruno Santos e Luciano Brandão, fundadores da LB
Índice

O que significa medidor bidirecional na prática?

É um medidor de energia que conta nos dois sentidos: a energia que vai da rede para a sua casa e a que sai do seu sistema solar para a rede. Cada fluxo fica em um registro separado.

É com a diferença entre os dois que a distribuidora calcula o saldo da compensação. O excedente que o sistema injeta vira crédito de energia, e o que a casa puxa da rede é abatido desse crédito. Um medidor feito só para consumo pode não registrar corretamente a energia injetada, e por isso ele precisa ser trocado.

Medidor comum, bidirecional e monitor do inversor: qual a diferença?

Só o medidor da distribuidora vale para a fatura. O monitor do inversor ajuda você a acompanhar a geração, mas não é a medição oficial.

EquipamentoQuem instala e responde por eleO que registraVale para a fatura?
Medidor comumDistribuidoraEnergia consumidaSim, quando não há geração
Medidor bidirecionalDistribuidoraEnergia consumida e energia injetadaSim
Monitor do inversor (aplicativo)Fabricante e instaladorGeração do sistema; em alguns modelos, também o consumoNão: serve para acompanhamento

Como o medidor entra na homologação?

A troca acontece no fim do processo: a distribuidora faz a vistoria e, estando tudo certo, substitui o medidor. Só então o sistema entra em operação e a energia injetada passa a contar.

Pela regra da ANEEL, a vistoria e a troca do medidor têm até 5 dias úteis na ligação em baixa tensão, como detalha o artigo prazo de homologação na Coelba. A caixa de medição faz parte do padrão de entrada, e o artigo como pedir padrão de entrada Coelba mostra por que a vistoria reprova quando ele está fora do padrão.

Quem paga o medidor bidirecional?

Na microgeração, a Lei 14.300 diz que a distribuidora é responsável técnica e financeiramente pelo sistema de medição. Na minigeração, os custos de adequação da medição ficam com o interessado.

Por isso, se uma proposta cobra o medidor como item separado, vale pedir a explicação por escrito. O que costuma entrar na conta é o serviço de projeto e de acompanhamento, e a adequação do padrão de entrada quando ela é exigida. Veja a Lei 14.300 e a página de homologação na Coelba.

Como conferir se a medição está funcionando?

Compare a fatura com o aplicativo do inversor, sabendo que os números não vão coincidir: a energia injetada é menor que a geração total, porque parte do que o sistema gera é usada na hora pela casa.

  • Procure na fatura a energia injetada e o saldo de créditos.
  • Confira a data da troca do medidor e se os créditos aparecem a partir do ciclo seguinte.
  • Se não aparecerem, anote o protocolo da homologação e reclame na distribuidora, com datas.
  • Lembre que os créditos valem 60 meses, conforme a lei.
  • Se a geração do aplicativo cair, veja geração solar caiu: 6 causas antes de culpar o medidor.

Não abra a caixa nem mexa no medidor ou no lacre: o equipamento é da distribuidora, há risco de choque e a adulteração é irregularidade com consequências legais. Qualquer problema na medição é tratado com a distribuidora e, na parte elétrica da sua instalação, por um eletricista habilitado.

Perguntas frequentes sobre o medidor bidirecional

Preciso comprar o medidor bidirecional?

Na microgeração, não: a Lei 14.300 diz que o sistema de medição é responsabilidade técnica e financeira da distribuidora. Se uma proposta cobra o medidor, peça a explicação por escrito.

O medidor bidirecional mostra quanto o meu sistema gera?

Não exatamente. Ele mostra a energia consumida e a injetada. A geração total só aparece no inversor ou no aplicativo, porque parte da energia gerada é usada na hora pela casa.

Quanto tempo leva para trocar o medidor?

Pela regra da ANEEL, a vistoria e a troca têm até 5 dias úteis na ligação em baixa tensão. Se o prazo passar, guarde o protocolo e reclame na distribuidora.

Bruno Santos, fundador da LB
Bruno Santos Fundador da LB Elétrica e Automação Residencial

Eletricista profissional certificado pelo SENAI, com mais de 20 anos de experiência e especializado em elétrica voltada à automação residencial. Conheça a LB e os fundadores.

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Termos relacionados

Conceitos que ajudam a entender o medidor bidirecional e a comparar propostas com segurança.

Crédito de energia

Energia que o sistema injeta na rede além do que a casa consome e que é usada para abater o consumo depois, dentro das regras e do prazo de validade vigentes.

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Homologação

Processo de aprovação do sistema solar pela concessionária, que inclui projeto, documentação, vistoria e troca do medidor.

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Sistema solar conectado à rede da distribuidora, sem baterias.

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